Cresce o número de famílias chefiadas por mulheres
Você já parou para pensar, Como é a vida em família das mulheres que chefiam? Chefiar é apenas prover o sustento financeiro ou está incluso no controle da palavra final na tomada de decisões? E os filhos?
Paremos para uma reflexão, vamos imaginar uma mesa de café-da-manhã, nela, felizes e contentes, estão sentados um homem engravatado e charmoso, uma mulher penteada e prendada e um casal de filhos.Ao seu redor, uma cozinha impecável e a sensação de um ambiente saudável. Esse contexto representa mais um comercial de margarina do que a realidade, já que a vida não é assim.
Hoje é possível pensar na questão da mulher-chefe-de-família como uma escolha da mulher não só aquela que apanha, mas também uma escolha da mulher em tomar conta de si e ter o protagonismo social e de sua vida.
Mulheres que com afeto e muita valentia, assumiram a função de pai e mãe dentro de casa. Pegam no batente para encher a geladeira e pagar a escola das crianças, dormem tarde para acompanhar a lição de casa, acordam cedo no dia seguinte para deixá-las na escola e de vez em quando reservam um tempo para cuidar de si.
É possível perceber nos dias atuais que a cada cinco famílias brasileiras, de acordo com o IBGE, uma é chefiada por mulheres. Assim, famílias chefiadas por mulheres em geral indicam que as pessoas já estão conformadas, como antes, com as misérias e os sofrimentos de um casamento que não deu certo e resolveu seguir em frente em busca da felicidade.
Não podemos esquecer que bem mais dramática é a situação das mulheres chefes de família que se encontram do lado de baixo da pirâmide social brasileira. O Nordeste é considerado a primeira região do país em número de mulheres chefes de família. No Garcia, a empregada doméstica Gilmária do Espírito Santo Carvalho, 38 anos, teve quatro filhos com dois pais diferentes e foi abandonada pelos dois. E nenhum deles jamais apareceu para contribuir com a alimentação das crianças. Com a filha mais nova de 01 ano, Gilmária, não passa fome porque recebe Bolsa família,a ajuda da mãe e trabalha como doméstica. A mesma afirma que é difícil sustentar a família sozinha, quando se tem quatro filhos, é mãe solteira e não recebe ajuda do pai das crianças, agradece a Deus por receber a bolsa família, que juntando com salário que recebe como doméstica tem ajudado no sustento da casa.Gilmária, diz ainda, que se pudesse voltar no tempo para analisar como seria difícil sustentar uma casa sozinha teria pensando bastante antes de ter tido quatro filhos (sic).
Há seis anos a dona de casa Ariadne e o professor universitário Eduardo se separaram. Eles tinham dois filhos, Pedro Gabriel, com 06 anos e Vitória Gabriela, com 03. Ariadne nunca havia trabalhado, porque havia combinado com o marido que iria se preocupar com a carreira quando os filhos estivessem crescidos. Mas se separou quando os filhos ainda estavam pequenos, e de uma hora para outra, o dinheiro apertou. As crianças foram para uma escola mais barata, a babá foi despedida, as viagens de fim de semana, foram cortadas e presentes só no aniversário.Hoje, Ariadne conquistou um emprego de secretária executiva em que entra às 8 da manhã e permanece até as 6 da tarde, quando vai para casa. Prepara o jantar e conversa com os filhos para saber o que fizeram durante o dia.“ É importante saber com quem eles estão andando, se estão freqüentando a escola”, diz.Depois de revisar a lição das crianças.Pedro Gabriel, agora com 12 anos, diz que tem o maior orgulho da mãe, já que mesmo quando chega cansada do trabalho sempre se encontra disposta a ajudá-lo, a considera a mãe-herói (sic).
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2,7 milhões de brasileiras são chefe de família no Brasil. « Cristiane Modesto disse isso em Outubro 15, 2007 às 7:14 pm